O ALENTEJO

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Arqueologia industrial
É o espaço aberto que parece não ter fim. São as cores e os cheiros que brotam da terra. É a inconfundível traça da arquitectura rural, presente nos "montes” das grandes herdades, no casario mais antigo das cidades, vilas e aldeias ou nas ermidas que pintam de branco o alto dos cabeços. É o que se lê nas formas de ser e de fazer, nas artes que se conservam e se renovam, na tradição que se mantém e se recria, no "cante” que, com alma e coração, só os alentejanos sabem cantar.
Para além da agricultura, da pesca, da criação de gado, da exploração da floresta e das pedreiras (de mármore, de xisto e de granito), a paisagem rural continua marcada por outras actividades ligadas aos recursos da terra, que, nos seus tempos áureos, deram de comer a muita gente. É o caso da moagem e da exploração mineira.

A moagem de cereais, feita nos moinhos de água construídos nos rios e nos moinhos de vento erguidos nos cabeços, foi definitivamente substituída pelas moagens mecânicas a partir dos anos 60 do séc. XX. Restam as ruínas, algumas bem bonitas, como são os moinhos do Guadiana. Mas houve alguns que conheceram novos destinos: foram recuperados, uns por particulares amantes da arte, outros por autarquias que os transformaram em peças vivas de museu. Destes últimos são sempre visitáveis os moinhos de vento de Castro Verde, de S. Miguel do Pinheiro (Mértola) e de Santiago do Cacém; e, com marcação prévia, o moinho de água do Alferes, na ribeira do Vascão, o afluente mais a sul do rio Guadiana (informações no Posto de Turismo de Mértola). 

No que respeita à exploração mineira da extensa faixa das pirites alentejanas, a par da desactivada Mina de S. Domingos, em Mértola, merecem referência, como interessantes pólos de Arqueologia Industrial, as de Aljustrel e do Lousal.

As Minas de Aljustrel, exploradas desde o período romano, altura em que a vila era conhecida como Vipasca, têm tido uma história atribulada, com sucessivas fases de exploração e de encerramento. Esta saga prossegue nos nossos dias, mas os graves problemas que tem provocado não desmotivaram um olhar sobre a mina na perspectiva do seu grande valor histórico-arqueológico. Esta é uma razão de peso para visitar Aljustrel. Hoje podemos conhecer o espólio da Mina no Museu Municipal e fazer o Percurso Mineiro, balizado por vários pontos de interesse como a Central de Compressores, as Pedras Brancas, a Área Industrial de Algares, a Malacate Vipasca, a Chaminé de Trastagana e o Cerro da Ermida de Nossa Senhora do Castelo, ex-libris do património da vila, com uma vista espectacular. Comece o seu encontro com Aljustrel pelo Posto de Turismo, onde lhe facultarão as informações e documentação de apoio necessárias. 

A Mina do Lousal, hoje propriedade da Fundação Frederic Velge, tem uma história completamente diferente. Iniciou e terminou a sua actividade no séc. XX e está a ser objecto de um curioso projecto de revitalização, que associa a arqueologia industrial e a tecnologia de ponta. Aprecie a pequena aldeia mineira, um bom exemplo de arquitectura rural tradicional; visite o Museu da Central Eléctrica, muito completo e bem organizado, que é um verdadeiro deleite para quem se interessa pela evolução da maquinaria ligada à produção de energia; veja as boas peças do Centro de Artesanato; e, claro, embarque na viagem virtual, concebida e realizada com a avançada tecnologia que lhe permite, à superfície, aceder às profundezas da Mina.

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