O ALENTEJO

Experimente


Ao ritmo das estações

É o espaço aberto que parece não ter fim. São as cores e os cheiros que brotam da terra. É a inconfundível traça da arquitectura rural, presente nos "montes” das grandes herdades, no casario mais antigo das cidades, vilas e aldeias ou nas ermidas que pintam de branco o alto dos cabeços. É o que se lê nas formas de ser e de fazer, nas artes que se conservam e se renovam, na tradição que se mantém e se recria, no "cante” que, com alma e coração, só os alentejanos sabem cantar.

Para se conhecer bem o Alentejo é preciso visitá-lo em todas as estações. A paisagem muda muito ao longo do ano e são sazonais as actividades rurais mais interessantes que podem observar-se. Comecemos o ciclo pelo Outono.
Em final de Agosto e Setembro, as vindimas. Pode vê-las em qualquer ponto da estrada onde haja vinhas mas ganhará em optar por um programa organizado de um enoturismo: poderá aprender a arte, participar e, entretanto, provar os vinhos dos anos anteriores. 
Em Outubro, passeie sem destino para contemplar a paleta de castanhos em que a lavra transforma o Alentejo. Aproveite o sol do chamado "verão dos marmelos” e, se onde estiver alojado houver marmeleiros, peça aos seus anfitriões que o deixem assistir à confecção caseira da marmelada.  

Em Novembro, prove o vinho novo no S. Martinho que nos presenteia sempre com mais uns dias de verão. É uma excelente altura para visitar lugares em festa como Marvão, Cabeção, Borba ou Vila de Frades.

Entre Novembro e Janeiro, veja a apanha da azeitona (a tradicional, não mecanizada) e entre num lagar. 
Na Primavera, o campo enche-se de milhares de flores silvestres que são tema inesgotável para quem gosta de fotografar. É por ocasião dos primeiros calores que se faz a tosquia das ovelhas. Se na casa que escolheu não houver rebanho, pergunte onde pode assistir. 

Na 5ª feira da Ascensão, participe no ritual do Dia da Espiga. Junte-se à gente que vai encontrar pelos campos e faça também o seu ramo como manda a tradição: 5 espigas de trigo, 5 papoilas, 5 ramos de oliveira, 5 malmequeres brancos e 5 malmequeres amarelos. Pendure-o atrás da porta de entrada durante um ano, acreditando que ele vai atrair, para si e para os seus, o pão, a paz e a alegria.

Subitamente, os amarelos tomam a paisagem. É entre Junho e Julho que se faz a ceifa das searas, momento por excelência para imaginar, no pino do calor, a vida dos homens e das mulheres que, há uns anos atrás, faziam à mão e de sol a sol o que hoje é feito por ceifeiras-debulhadoras e máquinas de enfardar. Mais tarde, quando ouvir o cante alentejano vai percebê-lo melhor. 

Mas não é só o amarelo da secura que se vê na paisagem: nos meses de verão pode ver o brilho dos campos de girassol e de tremocilha, a exuberância do verde das vinhas e, na envolvente das albufeiras que alimentam o regadio do Alentejo interior, as cores fortes do milho e das culturas hortícolas. No vale do Sado é um momento por excelência para ver os arrozais e, sobre eles, as pinceladas rosa e branco do voo dos flamingos. 

Entre Junho-Julho e, por vezes, Agosto, não perca o descortiçar dos sobreiros e a surpresa do ocre-laranja dos troncos nus que, de repente, ilumina o montado. É uma das actividades mais interessantes da região, que exige muita mestria e dá trabalho certo a quem a tem. Uma vez que o sobreiro só pode ser descortiçado de 9 em 9 anos, recorra uma vez mais aos seus anfitriões para lhe indicarem locais de observação. 

Em qualquer altura do ano, sempre que sentir no ar o cheiro forte da madeira queimada, pare e vá espreitar os fornos tradicionais de carvão de azinho ou de oliveira.  

Se estiver no litoral, visite um porto de pesca. Aqui, como em todo o mundo, os pescadores são gente arrojada e só não saem para o mar quando não podem. Vá vê-los partir em busca de tudo o que marca a diferença da gastronomia alentejana da costa e, no regresso, assista à animação da lota.

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