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Cidade-quartel fronteiriça de Elvas e suas fortificações - Património Mundial

Elvas é uma cidade com grandes características históricas e patrimoniais, tendo sido classificada pela UNESCO no dia 30 de Junho de 2012 como Património Mundial devido às suas fortificações do séc. XVII e XVIII. Foram classificadas as Muralhas Seiscentistas de Elvas, o Aqueduto da Amoreira, Fortes da Graça e de Santa Luzia, Fortins de São Mamede, São Domingo e São Pedro, Cercas Medievais, edifícios militares e o Centro Histórico da antiga praça-forte de Elvas.

Situada num ponto estratégico, Elvas tem a sua história marcada pela guerra e pelos assédios castelhanos. Foi essa história militar que tornou possível hoje observar todo o património militar da cidade: o Forte de Santa Luzia, o Forte da Graça, os Fortins de São Mamede, São Domingo e São Pedro, os quatro panos de muralha e ainda todos os estabelecimentos militares, monumentos que juntos tornam Elvas como uma das maiores cidades quartel de guerra em todo o mundo e a maior fortaleza abaluartada terrestre de todo o mundo.

Muito embora as suas características patrimoniais sejam na sua maioria militares, a cidade de Elvas é também um núcleo histórico onde a arquitetura religiosa e civil se encontra com a militar para garantir uma mole digna de registo. Pelas suas ruas respira-se a História. Não há uma rua sem um palacete, sem uma casa histórica, sem um monumento. A cada esquina encontra uma das vintes igrejas e conventos, um estilo arquitetónico novo: desde o Românico e o Gótico ao Rococó, passando pelo Manuelino e pelo esplendor do Barroco. A não perder o gótico do Convento de São Domingos, o pleno de talha dourada da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco e a enigmática Igreja das Domínicas de planta octogonal.

A nível cultural destacam-se na cidade diversos equipamentos culturais como o Coliseu José Rondão Almeida, o Museu de Arte Contemporânea de Elvas, o Museu Militar de Elvas, o Centro Interpretativo do Património, o Museu Militar do Forte de Santa Luzia, o Museu Municipal da Fotografia – João Carpinteiro, a Biblioteca Municipal de Elvas, o Arquivo Histórico Municipal de Elvas, o Centro de Negócios Transfronteiriço, e outros edifícios que fazem de Elvas uma cidade multicultural  e com uma agenda cultural rica e diversificada.

O concelho de Elvas tem também dois excelentes planos de água, nas albufeiras do Caia e Alqueva, para a prática de desportos náuticos e condições naturais excecionais para o turismo cinegético.

 A não perder o património gastronómico de Elvas, o qual é claramente marcado pelas Ameixas de Elvas e pelo Sericaia, doces conventuais seculares desta região. Com uma ampla oferta de restaurantes, não deixe de provar o afamado Bacalhau Dourado, um dos pratos mais famosos de Elvas e que mereceu honras de inscrição no Livro do Guiness ao ser confecionado em Elvas o maior bacalhau dourado do mundo!

Anta de Barbacena – o concelho de Elvas possui um grande conjunto de antas, testemunhos do passado das gentes que habitaram esta região. A maior e mais imponente destas antas é a Anta de Barbacena, visitável junto a esta vila.

Aqueduto - o aqueduto romano e o tanque do Correio-Mor são um grande e excelente testemunho da época romana no concelho de Elvas. Estão situados na herdade com o mesmo nome, junto à estrada para Campo Maior, e classificados como imóvel de interesse público.

Assento - Edifício grandioso situado no centro da cidade de Elvas. Depois da sua construção no séc. XVII serviu de depósito de trigo, cevada e palha e de padaria para alimentar o exército estacionado em Elvas. Em 1869-70 foi aí instituída a Padaria de Elvas, mais tarde denominada Manutenção Militar, que tinha a cargo o fornecimento de alimentos para a guarnição militar, função que teve até há bem pouco tempo. O edifício é composto por dois andares. O primeiro, abobadado, constituía a cavalariça e depósito de alimentos. Sobre a construção podemos observar seis chaminés que ameaçam a ruína e que correspondiam aos fornos do andar superior, onde segundo fontes antigas, se podiam fabricar em 24 horas, cerca de 28 mil rações de pão de arrátel e meio. No grande pátio há a destacar uma pequena fonte em mármore. Sobre o portal de entrada encontramos as armas portuguesas no mesmo material de suporte.

Capela de Nossa Senhora da Conceição - foi construída sobre a Porta da Esquina da muralha seiscentista após esta última ser erigida. No entanto, o templo sofreu grandes modificações nos séculos seguintes como é exemplo a obra que a forrou completamente de azulejaria no séc. XVIII. Em 1867 foi-lhe colocada na fachada um painel de azulejos em jeito de homenagem a Nossa Senhora da Conceição, santa que chegou a dar o nome à Avenida 14 de Janeiro entre 1881 e meados do séc. XX. O pequeno templo tem uma planta semi-esférica (tal como a Igreja de Nossa Senhora da Nazaré) e uma fachada onde se faz notar um painel de azulejos com as armas portuguesas de D. Luís I e a data de 1867 encimado por uma sineira de dois olhais com a decoração de um escudo e as iniciais ”N.S.D.C.”. O interior da capela é completamente revestido por azulejos de desenho variado desde açafates floridos às armas portuguesas datáveis de cerca de 1780 e de influência holandesa. Há autores que aventam a hipótese dos azulejos da rampa de acesso ao templo serem da Fábrica do Rato. O altar-mor é em talha dourada contendo no centro a imagem de Nossa Senhora da Conceição.

Casa das Barcas - edifício construído entre 1703 e 1705, no âmbito dos preparativos da Guerra da Sucessão Espanhola, para a construção e armazenamento de barcas que em operações militares serviriam para atravessar a fronteira espanhola nos rios Caia e Guadiana. Abolidas as companhias de barcas, o edifício no séc. XIX serviu de presídio militar durante a guerra civil e mesmo de teatro, função que manteve por algumas décadas até ser transformado numa sala de cinema já no séc. XX. Já no séc. XXI o edifício abandonado foi reabilitado e transformado em Mercado Municipal. O edifício pela sua grandeza abarca quase metade da Rua dos Quartéis e do Baluarte do Príncipe. É constituído por um grande salão de três naves com 24 colunas de alvenaria. A entrada é feita por três portas, sendo que a do centro está coroada pelas armas reais.

Cemitério dos Ingleses - Pequeno cemitério que contém, num local ajardinado, quatro sepulturas de militares ingleses mortos no início e meados do séc. XIX. As sepulturas são de mármore e cada uma contem a sua inscrição. A área dos túmulos é circundada por uma grade de ferro ali posta em 1904 pelo governador da Praça de Elvas, o General João Carlos Rodrigues da Costa. Aquando das guerras peninsulares (1807-1813) foi construído em Elvas um cemitério para os ingleses que aí perderam a vida, uma vez que estes sendo Anglicanos não poderiam ser sepultados nas igrejas da cidade. O cemitério foi posteriormente abandonado até que o local sofreu enorme revitalização com a construção de um pequeno jardim. A 14 de Maio de 2000 são ali instaladas novas lápides, desta vez comemorativas, pelo embaixador inglês em Portugal, Sir John Holmes.

Chafariz d'El Rey -chafariz grandioso situado no início do Aqueduto da Amoreira através do qual jorravam as suas águas. A sua construção finaliza também em 1622 e é constituído por três corpos em alvenaria encimados por volutas tendo na parte central as armas seiscentistas de Portugal em mármore.

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