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Conferência
"A Elevação da Gastronomia Alentejana a Património Mundial da UNESCO”, a
realizar no dia 23 de [...]
2012-02-21 > 2012-02-29
Restaurantes Semana do Porco 2012 – Alentejo
Alandroal, Almodôvar, Alter do Chão, Arraiolos, Arronches, [...]
2012-02-18 > 2012-03-23
No âmbito do projeto Oralities, o concelho de Mértola recebe a iniciativa "Circuito de Música Antiga da [...]
2012-02-18 > 2012-03-10
Exposição de pintura "Retrospectiva”
De Adriano Lanhoso
Atelier Galeria
Margarida de [...]
O ALENTEJO
Conheça
No Alentejo viaja-se naturalmente com e pela História. A abundância e a qualidade do Património que a exprime tornam simples a sua descoberta, mas quem visita a região pela primeira vez pode sentir alguns problemas de escolha. Se é o seu caso, não hesite: opte pelas nossas sugestões e verá que a magia do Alentejo se encontra, com um infinito prazer, em todos os lugares.
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O período da ocupação árabe, iniciado no séc. VIII, teve, no sul do país, uma duração de quase 500 anos. Desta longa vivência partilhada, herdámos plantas e técnicas agrícolas, sistemas de captação e reserva de água, hábitos alimentares, várias centenas de palavras, técnicas construtivas, gostos decorativos, estilos artísticos, ambientes urbanos. São muçulmanos os arquétipos de muitos dos nossos castelos da Reconquista e várias igrejas cristãs foram reedificadas sobre primitivas mesquitas. Mértola, a vila mais árabe de Portugal, é o sítio certo para se compreender esta herança.
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Último porto interior da grande via fluvial que era o Guadiana, Mértola foi um activo entreposto comercial desde o período pré-romano, prestigiado municipium durante a ocupação romana, capital de um reino muçulmano no período islâmico e primeira sede dos cavaleiros da Ordem de Santiago. Aqui se fixaram as gentes, circularam os produtos dos mais díspares lugares do mundo mediterrânico antigo e se escoaram o pão e o azeite dos barros de Beja e os minérios de Aljustrel e de S. Domingos.
A Mesquita, posteriormente adaptada a igreja cristã, é o único espaço religioso árabe conservado no nosso país. O Núcleo Museológico Islâmico, com um valioso espólio fruto de 20 anos de investigação, oferece-nos o melhor testemunho e a mais pedagógica lição sobre a importância e a riqueza do período da ocupação árabe do sul de Portugal.
Mas não é só a Mesquita e este Núcleo, a que se juntam vários outros temáticos espalhados pela vila, que justificam a visita de Mértola. O que a torna ímpar é que todo o seu Centro Histórico é um campo activo de trabalho arqueológico. Graças ao empenho diário de uma equipa de investigadores e técnicos, podemos ver ao vivo como se desvenda a História, encontrar os arqueólogos na rua à volta das suas escavações e tomar contacto com eventuais novas descobertas. A forma como este projecto transformou a paupérrima vila de há alguns atrás num ponto de referência de múltiplos itinerários culturais europeus e mundiais, faz de Mértola uma experiência demonstrativa, com uma dimensão talvez única no país, do papel que a Cultura pode ter no desenvolvimento sustentável de um lugar.
Se quiser visitá-la em tempo de festa, escolha as datas em que ela é de arromba: durante o Festival Islâmico, anos ímpares, no mês de Maio. |





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